quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Por quem nos comovemos?

Nos últimos dias muitas pessoas tem manifestado carinho, preocupação, inclusive tomam parte de defesa frente a determinados acontecimentos mundiais. Ao mesmo tempo, ou melhor, antes que tais acontecimentos tomassem conta da mídia, outras fatalidades ocorreram muito mais perto que as outras.
Tudo, demos nomes para facilitar à essas fatalidades para que se possa compreender melhor, sem que precisemos ficar imaginando ou criando hipóteses loucas. Qual é mais importante: os ataques terroristas feitos pelo Estado Islâmico em París na última sexta-feira ou o rompimento da barragem de Mariana no dia cinco?
Ahhhh não podemos olhar o que acontece nos países de primeiro mundo enquanto acontece isso no nosso Brasil!!!!! Ahhhh muitas pessoas vem sendo mortas há anos pela França no Meio Oriente!!!! Ahhhhh chama mais atenção a foto do Ailan Kurdi morto na praia depois de uma péssima tentativa de fugir das condições sirias que todas as outras pessoas que morrem diariamente pelo mesmo motivo!!!!! Ahhhhhhhhhhhhhhh agora o Charlie Sheen revelou que tem AIDS!!!!
Queridos amigos, o ser humano tem em sí uma capacidade de comoção que se estimula por meio das imagens, e isso não é culpa dos meios de comunicação, eles só se aproveitam disso, porquê tal sensibilidade é inerente ao homem. Isso já é conhecido há séculos, não criemos problema em relação a isso. Um peão que hoje se comove com os mortos em Minas Gerais alguns dias atrás vai se emocionar com um curta da Pixar hoje, aquela moça que só ouve funk pode se sensibilizar com as mortes dos boêmios franceses do Bataclan... Se eu que sou todo bruto saí pensativo da sala quando assisti ao filme Intensamente, me revolto com o exército infantil de Uganda e acabo de ficar emocionado com a noticia de que Diesel foi homenageado por sua morte na operação de Saint-Denis (aviso de Diesel é um pastor alemão, cachorro das forças especiais francesas).
Qual é o problema de se emocionar com a dor do outro? Qual é o problema de manifestar seus sentimentos em relação ao que está acontecendo aquí (ou aí) ou do outro lado do mundo?
Uma morte não justifica a outra, um ataque não justifica o outro, ter uma emoção direcionada para o lado diferente da minha não justifica que eu possa atacar o outro dizendo que não se deve colocar um filtro na foto do perfil enquanto a lama segue destruíndo rios no interior no Brasil.
Manifestemos nossas emoções sim!!!
Não tenhamos medo ou vergonha de dizer que essas noticias, todas elas, nos comovem! Somos humanos e isso é normal.
Não existe nenhum problema em entristecer-se pelos cento e vinte e tantos mortos em Paris ou pelos sete de Mariana, pelos milhares mortos pelos paises "desenvolvidos" nos ataques ao Oriente Medio ou pelas dezenas mortos pelos carros bomba ou atiradores em cinemas, pelas meninas nigerianas sequestradas pelo Boko Haram ou por mais um bebê esquecido dentro do carro em um estacionamento de um shopping.... O sentimento pode ser expresado em qualquer momento, por qualquer motivo.
Desculpem o desabafo... a noticia do Diesel me comoveu.... isso te incomoda?

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Caminando con algunos hacia la niña Teresita

Un hermano me preparó con todos los detalles durante los días previos. Con el deseo de ayudarme, me convenció que ese sería el peor día de mi vida. Me podría haber dicho de la alegría de los jóvenes, de la belleza de la naturaleza, del amor de Dios presente en cada paso, de la superación sentida a cada metro, de la fe alegre transmitida en todas las estaciones, de todo lo que podría aprender con las conversaciones que tuve con los chicos y chicas, de la unidad plasmada en todo el transcurso, de la sonrisa de Cristo presente en cada rostro, de la presencia de María en cada mirada, del ejemplo de Santa Teresita en esas horas de caminata... pero, él prefirió me decir todo lo malo del camino... Gracias Pablo, pero prefiero quedarme con lo que viví en el sábado a guardar sus palabras de "motivación".
















segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Mudança de ponto de vista

Quando eu era muleque meus queridos companheiros do colégio me chamavam de "quatro olhos", de "branquelo azedo", "feioso"... diziam que eu usava um óculos com "fundo de garrafa", que meu cabelo era igual a "bombril", me zoavam quando eu ficava vermelho pela vergonha, me chamavam de filhinho de papai porquê acompanhava meus pais em jantares e festas, diziam que eu era um idiota por acordar às 7 da manhã nos domingos para ir à missa...E nunca acusei ninguém de bullyng... engraçado não? Hoje não se pode olhar muito para alguém que já se pode interpretar isso como um ataque...
Podería ter me revoltado com as piadas de muito mal gosto que recebi e, mais de uma vez, me irritei muito a ponto de gritar, chorar, me afastar... mas aprendí a passar por cima disso.
Sigo usando um óculos "fundo de garrafa" e o que posso fazer? sou miope! Tenho muitos graus a corregir... Sigo sendo branco e feio, afinal não podería mudar minha pele ou fazer uma cirugía plástica por pura vaidade... tenho quase 90% do corpo marcado com manchas do sol e isso nao me faz ser menos importante que qualquer outra pessoa... meu cabelo ainda é crespo e a cada dia sou um pouquinho mais careca, o não muda o interior da minha cabeça... Não me sinto nem melhor nem pior que ninguém, mas sim me sinto unico graças a todos meus "defeitos" que se somam a minhas poucas qualidades e aos valores que aprendí na vida.
O que faz uma pessoa não sua aparencia, mas sim seu interior.
Valorizemos a vida de verdade, do inicio ao fim, mas passando por cada um dos degraus que ficam esquecidos pelos grandes megafones que aparecem a  cada esquina dia após dia. Defendemos nossos poucos direitos específicos e simplesmente ignoramos a grandiosidade dos problemas que estão aqui do nosso lado.
Olhemos ao lado... desfoquemos de nós mesmos... aprendamos a viver com os demais... valorizemos os demais, os pequenos e grandes, os jovens e os velhos, os que ainda não naceram e os que podem morrer a qualquer momento, que que tem fome e os obesos, os sem casa e os adeptos aos bens... todos somos todos...

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Simples assim

Na simplicidade de uma pequena gruta,
de um caminho no meio do deserto,
de uma infância comum e corrente,
de uma resposta incompreendida sobre seu pai aos seus pais...
Na vida simples que ficou desconhecida por muitos anos simplesmente por ser simples...
Num simples olhar a alguns simples pescadores,
a outros que apareceram no meio do caminho,
ao discípulo mais amado antes e depois,
à sua mãe na hora mais difícil...
Nos atos simples de alimentar os famintos,
de curar os rejeitados,
de não ter problemas em dizer o que pensava e sentia,
de juntar-se com seus amigos para comer e lavar seus pés como um simples servente,
de não lutar contra os que tiveram que lutar contra Ele, como simples peças de um jogo de outros,
de levar sobre os ombros o próprio instrumento de sua próxima morte...
Na complexidade de tentar compreender como um Deus feito homem entregou-se à morte, sofrendo por horas por culpa de três simples pregos de metal...
E toda essa simplicidade só poderia culminar em um momento também simples: a volta à vida sem efeitos especiais, mas com a possibilidade de ser confundido com um simples jardineiro...


Com tudo de simples, porquê complicamos tanto em aceitar seu amor por nós?

aprendizados

A vida ensina que é preciso levantar sempre que a liz nunca se apaga que o olhar reflete a alma A vida ensina que precisamos sentir ouvir e ...